Ontem publicamos na página do Facebook, uma das razões para acreditar que estatística é a profissão do futuro. E ela tem tudo a ver com o tema deste post. Afinal de contas, se “dá para trabalhar em qualquer lugar”, então o estatístico está em todo lugar!

Quando estamos na faculdade, os professores comentam, de forma um pouco “superficial” sobre determinadas áreas que o estatístico pode atuar. Geralmente, essas áreas costumam ser as “mais notadas”, como por exemplo setor financeiro, seguradoras, pesquisa de mercado, indústria de um modo geral, telecomunicações, redes sociais. Mas o que pouca gente sabe (ou acredita) é que podemos trabalhar em qualquer lugar.

Vejam o meu caso. Fui um dos poucos estatísticos (que eu conheço), a sair da cidade de São Paulo, para trabalhar na área da saúde, em Santa Catarina. Trabalho com dados de seguradoras de planos de saúde, movimentação de procedimentos hospitalares, dados de clínicas e laboratórios. Algo atípico do nosso “universo”, certo?

Quantos estatísticos você conhece que trabalham em instituições financeiras? Quantos você conhece que trabalham no ramo da saúde? Essa não costuma ser uma área de atração por causa dos salários iniciais oferecidos, se comparados às áreas financeiras, por exemplo. O que eu quero dizer é que há espaço e oportunidade para o estatístico mostrar o seu trabalho em diversas frentes. Quer saber de um fato curioso? Você pode criar essas oportunidades! Quer saber como?

Vou contar um fato curioso para você. Quando eu estava na faculdade, eu sempre tentava imaginar onde eu conseguiria aplicar o conhecimento de determinada matéria. Essa imaginação “fértil” sempre me ajudou a enxergar o mundo de vários ângulos. Partindo desse princípio, eu queria o mais rápido possível, colocar meu aprendizado em prática.

Acontece que na época da minha graduação (não faz tanto tempo assim) era difícil você encontrar nos classificados de um jornal ou mesmo em anúncios de empresas, algo como: “precisa-se de estagiário de estatística”. Isso me deixava um pouco frustrado. Por que o profissional de estatística nunca aparecia nos classificados? Aquilo me incomodava por que as pessoas sequer sabiam da existência de nossa profissão.

Até que um belo dia, assistindo uma aula de estatística não-paramétrica, o professor resolve fazer algo diferente em sala de aula. Ele pediu para que os livros fossem fechados e guardados. Entregou um caderno do jornal Valor Econômico para cada um dos alunos. Cadernos variados com notícias de finanças, empresas, agronegócios, mercado.

Os alunos olharam-se uns aos outros sem entender nada. Então o professor quebrou o silêncio e disse: cada um de vocês deve procurar uma vaga de emprego, e terão 30 minutos para encontrar. No final deste tempo, ninguém havia encontrado sequer uma vaga. Então todo mundo começou a questionar o exercício e a metodologia de aprendizado.

Foi então, que o professor pediu para que os alunos lessem as matérias e encontrassem oportunidades, onde o estatístico pudesse exercer o seu conhecimento. Seu poder de coleta, análise e interpretação de dados. Seu domínio em apresentação de resultados. Então minha visão de mundo ampliou-se rapidamente.

Eu via oportunidades em todos os lugares. Todos aqueles pensamentos, de onde aplicar meus conhecimentos, simplesmente “explodiram” da minha cabeça. As notícias rapidamente viraram “oportunidades”.

Então, desafiamos vocês a fazerem esse exercício. Tentem algo novo, e pensem no inusitado, como por exemplo:

  • Secretaria de Aviação prevê 4 picos nos aeroportos durante Rio 2016que tipo de análise você pode fazer? Quais variáveis você deve analisar? Quais medidas poderão ser tomadas para que os picos não aconteçam ou possam ser minimizados? Quem sabe você não é contratado pelo aeroporto ou por alguma companhia aérea.
  • Lucro da Procter despenca 80% no segundo trimestre: em tempos de crise, nada melhor do que um estatístico para direcionar o planejamento da empresa. Poderíamos começar analisando onde o lucro despencou? Foi geral ou apenas em alguns países? Quais os produtos que mais contribuíram para a perda de receita? Os produtos perderam mercado? Qual o produto mais rentável? Que estratégia é mais eficiente e pode alavancar as vendas? Viram quantos pontos a serem analisados!
  • Ambev vê dificuldade de crescimento no mercado de cervejas: você pode analisar o consumo de cervejas. Por que o mercado de cervejas não cresce? Será que o brasileiro passou a beber menos cervejas tradicionais, e passou a apreciar as chamadas cervejas gourmet ou artesanais? O consumo per capita da cerveja diminuiu? O consumo de outras bebidas como vinho aumentou? Que tipo de estratégias podemos traçar para alcançar novos clientes? Será que devemos lançar um novo produto?

Apenas nesses 3 exemplos, podemos perceber os setores de aviação, empresas de consumo e alimentos e bebidas. Viu quantas áreas fora do comum?

Gostaria que vocês praticassem esse exercício. Quem sabe se ao invés das empresas escolherem você; elas acabem sendo escolhidas, por conta dos desafios que podemos encarar.

“Desperte o estatístico dentro de você. Seja curioso e crie suas próprias oportunidades”

P.S. Professor Antônio Assiz de Carvalho Filho, se você por um acaso chegar a ler este post, saiba que você ampliou minha visão de como eu enxergo a aplicação da Estatística. Definitivamente nos mínimos detalhes e em todos os lugares. Sou seu fã! “Pensando sempre fora da caixa”!


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