Não podemos ignorar! O Big Data sabe muito sobre você. Ele nos conhece de uma forma, que a maioria das pessoas sequer consegue imaginar. Ele pode dizer, por exemplo, quando, como e onde você consome determinado produto. A quais lugares você costuma ir depois que sai do trabalho, ou até mesmo, o que pode ter acontecido com você, de acordo com a mudança nos seus hábitos de consumo; como no famoso caso da Target, quando a empresa descobriu que uma adolescente estava grávida, antes mesmo do pai dela.

De forma simplista, Big Data é um imenso volume de dados – estruturados e não estruturados – que impactam os negócios, a sociedade, o ecossistema e a sua vida. Mais importante do que a quantidade de dados e os algoritmos criados para analisá-los, é o que as empresas pretendem fazer com toda a informação gerada.

Com esses resultados será possível realizar melhores decisões? Quais serão as estratégicas de negócio?

Uma coisa é certa: em um mundo de pessoas cada vez mais conectadas, informadas e exigentes, o relacionamento entre uma empresa e seus clientes começa muito antes da primeira venda.

Entender o que se passa dentro da mente do consumidor sempre foi o desejo das empresas, e na era digital esse anseio se tornou tangível através da análise de dados em grande escala, e em tempo real. Hoje, já é possível compreender o comportamento de um cliente, prevendo sua opinião sobre determinado produto ou serviço; desvendar suas preferências musicais e gastronômicas, por exemplo, e até mesmo identificar padrões comportamentais de consumo. Afim, de compreender as necessidades individuais, para que a sua interação seja personalizada e capaz de conquistar e fidelizar cada vez mais clientes.

Big Data em todo lugar

Estamos em todo lugar compartilhando dados, 24 horas por dia, 7 dias na semana.

Faça o trajeto de casa para o trabalho apenas alguns dias, e veja o Google prever a hora que você costuma sair de casa, e quanto tempo levará para chegar ao trabalho, de acordo com as condições de tráfego do momento.

Experimente fazer uma playlist em um aplicativo de música por streaming, como o Spotify, por exemplo, e baseado em todos os usuários do programa, é possível que ele identifique padrões e comportamentos que classificará você em um determinado grupo. Onde em pouco tempo, ele vai sugerir uma “Discovery Weekly”, que nada mais é do que, músicas e artistas sugeridos com base nos seus gostos musicais.

Agora pense! E se você pudesse escolher um carro para uso rápido (1 ou 2 horas), que estivesse próximo a sua casa ou trabalho? Sendo que, depois de utilizá-lo, o deixaria em qualquer lugar para que outra pessoa usufruísse do serviço. Baseado no seu comportamento de consumo, um programa sugeriria uma opção de veículo antes mesmo de solicitá-lo? Pois bem, isso já é possível! E acontece, é o Car Sharing  que já está disponível no Canadá.

É a Ciência Estatística aplicada; à disposição dos dados e pronta para encontrar padrões de comportamento, fundamentado em eventos passados.

O mundo está cada vez mais conectado

O mundo está cada vez mais conectado

Ciência Estatística

Segundo Paul Velleman, “Estatística é a Ciência que permite obter conclusões a partir de dados”. Então podemos concluir que quanto mais dados disponíveis, mais desafios o estatístico terá.

Acontece que a forma como capturamos esses dados está evoluindo. Ela está ficando cada vez mais rápida, e em alguns casos, não existe sequer a necessidade de armazenamento dos dados. Tudo é analisado no momento em que os eventos estão acontecendo. Parece futurista? Já é realidade.

Todos esses dados precisam de técnicas estatísticas para serem analisados. Sem estatística não é possível obter informações e chegar a resultados mais assertivos. Mas para que o estatístico possa desenvolver um bom trabalho, além de saber estatística, ele também precisará desenvolver mais habilidades. Pelo menos no campo de ciência de dados, big data e engenharia de software.

Ao invés de nos perdermos em preconceito, e viver de intuições, chutes, números mágicos e interesses pessoais, devemos aprimorar nossas habilidades, para que a análise dos dados, e as tomadas de decisões sejam mais inteligentes. Com a aplicação de estatística, ciência de dados e big data, podemos abrir uma possibilidade imensa de melhorar serviços, e facilitar a vida das pessoas. Serviços como Netflix, Airbnb, Uber e Spotify estão aí para provar isso.

Precisamos entender, que vivemos em um mundo cada vez mais conectado; onde os dados se cruzam, e geram informações que antes não sabíamos que existia. No futuro não muito distante, estaremos mais conectados ainda, com a Internet das Coisas (Internet of Things – IoT). Mas isso é outro papo!

E então, mais do que nunca, poderemos nos tornar autores do nosso próprio destino. E isso é muito emocionante, você não acha?


Fontes

Iamarino, Átila. (2014, julho 10). Big Data [arquivo de vídeo]. Encontrado em https://www.youtube.com/watch?v=hEFFCKxYbKM

Merigo, Carlos; Dias, Cris; Yassuda, Luiz; Brandão, Adriano (2015, 4, dezembro). Braincast 175 – Prevendo o comportamento do consumidor (podcast). Recuperado de http://bit.ly/2eLV7qp

Mobilon, Thiago; Higa, Paulo; Gonçalves, Matheus (2015, 20, novembro). Tecnocast 033 – Programados para matar (podcast). Recuperado de http://bit.ly/2gsR6sN

Amplie seu conhecimento

Silver, Nate. “O sinal e o ruído”. Editora Intrínseca, 648p.: http://amzn.to/2g6lDhF

Vance, Ashlee. “Elon Musk”. Editora Intrínseca, 1ª edição, 26 de setembro de 2015, 416p: http://bit.ly/2guy0EU

Material usado

Imagem de uma mão cheia de gráficos: http://bit.ly/1Ai9hER

Imagem de uma cidade conectada: http://ibm.co/1QAtDm4

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