Você pode estar se perguntando: “O que a minha capacidade de aprender coisas novas tem a ver com Estatística?” Eu diria que tem TUDO a ver. Desde a capacidade e a importância de aprender novas tecnologias e ferramentas utilizadas no trabalho de análise de dados, até o conhecimento de outras áreas.

Por exemplo, se você trabalha na área da saúde (eu me incluo nessa), tenho que aprender como funciona o pagamento de procedimentos médicos, e a precificação de materiais como órteses e próteses. Isso é o que chamamos de “conhecimento do negócio.” E cada área tem suas particularidades.

O Estatístico deve estar em constante aprendizado. Quanto mais ele conhecer como as coisas funcionam, mais conexões ele conseguirá fazer. Isso tende a enriquecer as análises de dados, e suas interpretações a respeito dos resultados e conclusões. Portanto meu amigo; você não deveria parar de aprender “NUNCA” mais. Deveria sim, procurar aprender algo novo todos os dias. Acredite! Você só tem a ganhar com isso!

Mas por que eu resolvi escrever esse post?

Porque eu percebi que uma parcela considerável de profissionais no mercado de trabalho, tendem a não estudar coisas relevantes depois de um tempo de carreira. Quando passam dos 30 anos, o desinteresse em aprender coisas novas aumenta. Novas responsabilidades aparecem (cônjuge, filhos, pais, imóvel), e a educação acaba ficando no n-ésimo plano.

Provavelmente você conhece alguém que não estuda algo novo há pelo menos 10 anos, não conhece? É comum você ter colegas de trabalho, ou mesmo no seu círculo pessoal de amizades, colegas que “pararam no tempo”. Que ainda acreditam que apenas o conhecimento adquirido na faculdade é suficiente para vida toda. E se eu disser que não é!

Por que a educação para em certo ponto da vida?

Os padrões de educação ou pelo menos o que a sociedade espera que cada cidadão possua de conhecimento, vem mudando ao longo dos anos. Na época dos meus avós, ter a 5.ª série era “artigo de luxo”, pois muitos ainda não frequentavam a escola.

Para os meus pais, ter o ensino médio era emprego garantido. Conseguir um diploma da faculdade era quase garantir uma vaga de chefe.

As pessoas costumavam parar os estudos por aí. Investíamos na educação formal por 12, 16 ou 20 anos; e depois simplesmente encerrávamos nosso ciclo de aprendizado.

Hoje em dia, terminamos a faculdade, emendamos um mestrado, uma pós-graduação ou uma especialização. Aprendemos inglês, espanhol, francês, italiano. Acrescentamos experiência em linguagem de programação e conceitos de lógica. Mudamos nosso comportamento. Nos tornamos mais empáticos, proativos, resilientes, dinâmicos. Mas chega um momento das nossas vidas, que aprender coisas novas deixa de ser prioridade.

E então a curva de aprendizado da nossa educação chega a ser algo parecido com uma distribuição Normal; onde cada indivíduo possui a inclinação da sua curva, que sobe até alcançar um ponto máximo, e desce.

Diante do ritmo frenético de mudanças ocorrendo o tempo todo à nossa volta, e da necessidade de aprendizado contínuo, você acredita mesmo que parar de estudar é uma decisão inteligente?

Você sabia que a capacidade de aprender coisas novas é uma das habilidades mais importantes para as empresas?

Você já ouviu falar em andragogia?

Basicamente andragogia é a orientação da educação voltada para adultos. Diferente da pedagogia, que é voltada para crianças.

Sabe por que é mais interessante aprender coisas novas quando você é adulto? Porque os adultos não precisam aprender; eles simplesmente escolhem aprender. Portanto, nós (adultos) somos responsáveis pela nossa própria educação; e geralmente quando decidimos continuar a estudar é porque existe alguma motivação por trás.

E como disse Malcolm Knowles em seu livro The Adult Learner [O adulto que aprende] : “Se soubermos por que estamos aprendendo, e se a razão servir para as nossas necessidades conforme as percebemos, aprendemos de forma rápida e profunda.”

Embora alguns estudos tenham chegado à conclusão de que a maioria das pessoas para de aprender coisas novas na casa dos 30 anos, isso não é motivo (ou desculpa) para você seguir a maioria.

Quase todo mundo aprende alguma coisa todo dia. Seja utilizando uma nova ferramenta (R, SAS, Python, Tableau); conhecendo uma nova área da empresa, ou testando uma nova rede social (como o Snapchat). Você também pode aprender ao planejar uma viagem para um país que não conhece; ao cuidar do primeiro filho, ou ler um livro. Todo esse conhecimento tem a capacidade de ampliar nosso repertório, e enriquecer nossas experiências. Então por que não continuar a aprender?

Qual sua capacidade de aprender coisas novas?

Eu não sei se você já se perguntou “qual a sua capacidade de aprender coisas novas”. Se você nunca se perguntou, esse é um bom momento para fazer uma reflexão. Qual é a sua curva de aprendizagem?

Existe um mito de que a medida que vamos ficando velhos, diminuímos a nossa capacidade de aprendizado. Geralmente exemplos relacionados ao aprendizado de novos idiomas são os mais comuns nesse tipo de comentário.

A verdade é que conforme vamos ficando “mais experientes” a nossa forma de aprender muda. Os adultos costumam aprender por associações, pois geralmente já possuem uma boa “bagagem” de conhecimento.  Mudamos o nosso mindset.

Mesmo mudando a sua forma de pensar, não hesite em aprender coisas novas. A informação e o conhecimento estão disponíveis para todo mundo. Assista vídeos variados; leia livros dos mais diversos assuntos, e não apenas da sua área; converse com outros profissionais; assista filmes; viaje; aprenda.

Os tempos mudaram. O mundo mudou. E você tem que “aprender a aprender.”

Eu convido você para fazer parte do “mundo dos adultos interessados em aprender por toda a vida”; e para manter sua mente ativa. Você aceita o convite?

“Qualquer um que pare de aprender é velho, seja aos vinte ou aos oitenta. Qualquer um que continue a aprender permanece jovem. A melhor coisa da vida é manter a mente jovem.” – Henry Ford


Material usado

Imagem de uma reunião: http://bit.ly/2ardtMr

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