Por Wagner Pinheiro (profissional convidado) *

A dinâmica do mercado profissional é veloz e exige de cada “colaborador” múltiplas habilidades e conhecimentos. Sim, prezados leitores sejam bem-vindos, vivemos a era da economia do conhecimento, onde espera-se que os profissionais sejam multitarefas. E o profissional de Estatística não está alheio às exigências de mercado. Entender de computação, matemática, economia, administração e mercado são determinantes para sua contratação.

Pensando nesse cenário, o Conselho Regional de Estatística da 6ª Região (MG) – CONRE 6, em parceria institucional com a Brasil Produções e apoio de diversas instituições da área Estatística, realizarão nos dias 01 e 02 do mês de junho de 2017 o Congresso de Estatística, CONE 2017. A intenção é fomentar e propagar a atuação do profissional em estatística nas mais diversas áreas.

Temas atuais e relevantes para o mercado, tais como Big Data, Business Intelligence (BI), Produção de Estatísticas Oficiais e Database Pooling são abordados sobre a perspectiva das competências e atribuições que um Estatístico pode desenvolver. Serão painéis de discussões com quem entende dos temas; representados por profissionais da estatística atuantes no mercado e na academia. Aqui no blog, as matérias relacionadas aos temas do CONE serão abordadas nos próximos dias, mas antes precisamos nos atentar a uma curiosidade.

Não é raro encontrar no mercado vagas com a seguinte descrição: “Atividades a serem desenvolvidas: participar da formulação do problema, elaborar hipóteses de resolução, desenhar pesquisas qualitativas e quantitativas, participar de todo o processo de grandes bases de dados gerados em relação ao problema avaliado, analisar diversas fontes de dados para comparação e buscar soluções para o problema enfrentado”.

Essa descrição de atividades parece familiar, não? Se você for das áreas de computação, estatística e matemática computacional essa descrição faz ainda mais sentido! Cada item dessa descrição refere-se às exigências para uma vaga de emprego. Na verdade, o texto é uma mistura de várias descrições para a vaga de emprego de um profissional específico. Seria esse profissional da computação, da estatística ou da matemática computacional? Não. A vaga demandada pelo mercado é para um Data Scientist ou Data Analyst ou Business Analyst (ou simplesmente Analyst).

Diante disso, qual a atuação de mercado do profissional em estatística em todo esse cenário? Um profissional em estatística possui as habilidades descritas? O estatístico consegue atender às demandas do mercado? Se não possui, onde e como obtê-las?

Sim, são vários questionamentos. O que você pretende fazer a esse respeito? Participar de eventos que proporcionam discussões a respeito da Estatística com um direcionamento que alia mercado e academia me parece um bom começo. Venha fazer parte desse processo e vamos mostrar que um Profissional de Estatística, além de antenado, é um Cientista de Dados desde criancinha.

* Wagner Pinheiro

Estatístico, Mestre em Estatística Aplicada e Biometria, Doutorando em Estatística Espacial, Conselheiro do CONRE-6. Atua no segmento de educação desenvolvendo atividades que abrangem o ensino da estatística, tais como: noções de métodos estatísticos, elementos de probabilidade, amostragem e testes de hipóteses.

Para conhecer mais do seu trabalho, acesse o LinkedIn do Wagner Pinheiro.

Um abraço e até o próximo texto!


Amplie seu conhecimento

“Qual é o papel do estatístico do futuro”, Raniere Ramos, Blog O Estatístico (9 de março de 2017).

“Estatístico: Uma Carreira de Possibilidades”, Raniere Ramos, Blog O Estatístico (18 de maio de 2017).

“O Trabalho do Estatístico mudou”, Raniere Ramos, Blog O Estatístico (15 de março de 2017).

“5 Habilidades para você desenvolver em 2017”, Raniere Ramos, Blog O Estatístico (13 de dezembro de 2016).

Material usado

Imagem dos alunos: http://thisisstatistics.org/students/