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Big Data: Transformando Informações Perdidas em Inteligência de Negócios

Big Data: Transformando Informações Perdidas em Inteligência de Negócios

O assunto não é mais novidade e aquela história de “modinha” ficou para trás. O Big Data já é uma realidade nas nossas vidas. Geramos dados o tempo todo. Deixamos rastros digitais sobre nossos hábitos: onde vamos, que horas vamos, o que comemos, o que compramos, com quem saímos, quantas horas dormimos. Google My Activity, Uber, Amazon, AirBnb, Spotify, NETFLIX, Fitbit: apps e sites que resolveram transformar informações perdidas em inteligência de negócios.

Para você ter uma ideia, o mercado global de Big Data faturou US$ 145,3 bilhões em 2016, onde apenas US$ 1,16 bilhão foi faturado no Brasil. Os setores que mais investem em Big Data e análise de dados são indústria, mercado financeiro, educação, transporte e varejo.

Fonte: Capgemini, Cisco, Gartner e IDC

Você deve estar se perguntando: por que eu devo me preocupar com esse mercado? Porque esse mercado vai mudar a sua vida e a minha. Seremos cada vez mais atendidos por robôs (chatbots), saberemos cada vez mais sobre nossa saúde, as empresas conhecerão nossos gostos, nossos empregos serão extintos e novos serão criados.

O que você e eu podemos fazer para impedir isso? NADA! Mas podemos fazer parte da 4ª Revolução Industrial, onde países desenvolvidos tomarão decisões mais rápidas e empresas do mundo todo transformarão dados em inteligência de negócios.

A pergunta que eu faço é: Qual será a sua escolha diante da revolução industrial?

“Você, como estatístico ou profissional que trabalha com análise de dados, deve focar no seu conhecimento e nas suas habilidades para criar oportunidades e soluções de negócios para as empresas, em um mundo cada vez mais conectado”.

Diante deste novo cenário, conheça as tendências do Big Data que estão revolucionado setores da economia tradicional e mergulhe nesse novo universo.

1. Análise Preditiva

Esse é um tema bastante discutido no mercado e cada vez mais requisitado pelas empresas. O cruzamento de dados históricos com algoritmos de inteligência artificial, geram oportunidades de enxergar cenários futuros. O estatístico consegue se dar muito bem nesse ambiente, pois ele é norteado por modelos estatísticos e tecnologia (essa parte ainda temos de melhorar).

Fique de olho nos três setores que estão popularizando as tecnologias de análise preditiva: agricultura, indústria e varejo. Montadoras, indústrias da aviação e siderúrgicas passaram a investir em sistemas que monitoram o desempenho das máquinas em tempo real, com o objetivo de identificar problemas e evitar paralisações. Isso se torna cada vez possível devido ao barateamento dos sensores.

2. Data Mining

Data Mining ou Mineração de Dados é uma tendência mais comum na carreira do estatístico e de profissionais que trabalham com análise de dados. O tema tem se tornado cada vez mais relevante, onde um dos maiores desafios das empresas é possuir sistemas de coletas e organização de dados confiáveis, que padronizem e tragam qualidade aos dados.

Com a popularização de computadores e smartphones (tão potentes quanto computadores), a web é inundada diariamente com informações que ficam perdidas no espaço (redes sociais, comentários de sites, vídeos, áudios); isso até uma empresa resolver “minerar” esses dados e transformar em inteligência de negócios. Para você ter uma ideia, essa tendência se aplica nos setores privados e públicos. Convido você a conhecer a “Operação Serenata de Amor”.

3. Análises Sociais

Redes sociais. Provavelmente você faz parte de uma, diante de tantas possibilidades (Facebook, Twitter, Linkedin, Instagram). Além disso, você costuma se cadastrar para realizar determinadas atividades, como fazer uma compra, se candidatar a uma vaga, alugar um carro. Acontece que todas essas ações registram quem você é.

Análises de perfis socioculturais ganham cada vez mais espaço nas estratégias de negócios das empresas. Vamos presenciar ofertas personalizadas, direcionamento para vagas de emprego para nosso perfil, intenções de voto baseado em emoções frente às urnas (acredite, Londres já usa a tecnologia na votação). Quer um exemplo próximo? Veja o que o Pão de Açúcar descobriu sobre seus consumidores.

4. Marketing de Dados

O marketing que você conhecia quando era criança, aos poucos está se esvaindo. Não é à toa! O comportamento do consumidor mudou; nossos hábitos mudaram; a forma como nos comunicamos é totalmente diferente; o jeito que consumimos produtos e serviços passou por upgrades. Por que o marketing não mudaria?

Hoje vivemos a era do “Marketing de Dados”, onde tecnologias aplicadas às análises de dados criam soluções inovadoras. Soluções que levam em consideração hábitos de consumo, comportamento das redes sociais, interação em ambientes físicos e virtuais. Essa é uma tendência que eu vejo uma grande oportunidade para estatísticos aplicarem seus conhecimentos.

Acredito que as 4 tendências citadas geram grandes oportunidades para que empresas possam inovar em seus negócios: criar novas soluções, identificar nichos, fazer conexões, oferecer melhores produtos e serviços.

Quais dessas tendências a empresa na qual você trabalha está inserida? Quais oportunidades você está criando a partir dessas tendências? O que você anda estudando?

Um abraço e até o próximo texto.


SAIBA MAIS

“A era da indústria digital”, Caminhos para o futuro, Especial Época Negócios.
“Activity trackers like Fitbit bring big data to US healthcare”, Daniela Hernandez, WIRED, 7 de março de 2014.
“Big Data: How Netflix Uses it to Drive Business Success”, Bernard Marr, SmartData Collective, 22 de abril de 2015.
“Indústrias Superpoderosas #PoderesDigitais, Nerdologia | GE do Brasil, 22 de junho de 2017.
“Indústrias Superpoderosas”, Nerdcast GE 01, 23 de junho de 2017.
“Mostre-me os dados”, Raniere Ramos, Blog “O Estatístico”, 10 de julho de 2017.
“Why Businesses are using chatbots”, Sam Schmir, Chatbots Magazine, 11 de julho de 2017.

 

FONTES
“A nova cara do Big Data”, Thomaz Gomes, Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, julho de 2017.
“Big Data”, Nerdologia 40, 10 de julho de 2014.
MATERIAL USADO
Imagem da cidade conectada: http://bit.ly/2udD3xA

Raniere Ramos


Estatístico, Blogueiro, Conselheiro do CONRE-4, aspirante a palestrante. Louco por constante aprendizado. Minha missão é promover a estatística de um jeito simples, divertido e ao alcance de todos, como você nunca viu antes.

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