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Histórias ouvidas, vidas tocadas

Histórias ouvidas, vidas tocadas

Quando comecei o blog eu não tinha a pretensão de “oferecer” uma mudança na vida das pessoas. Meu objetivo “era” promover a estatística e suas aplicações de um jeito simples, divertido e ao alcance de todos. Esse é o slogan! Mas acontece que as coisas mudam, e por mais que as primeiras tentativas tenham sido de negar algumas responsabilidades, eu compreendi e aceitei que o blog se tornou algo muito maior do que eu imaginava.

Pessoas se conectam o tempo todo e estão a maior parte do tempo conectadas. Geralmente, isso acontece quando as partes envolvidas têm os mesmos interesses. No nosso caso, compartilhamos conhecimento sobre estatística, big data, ciência de dados, carreira, mercado de trabalho, educação e entretenimento; e se você está aqui é porque provavelmente tem interesse em assuntos como esses e já estamos conectados.

Mas fomos além de compartilhar conhecimento e você foi responsável por esse acontecimento. Em 1 ano e meio de blog, ultrapassamos barreiras virtuais, atravessamos oceanos, presenciamos a neve, fizemos encontros de 1 hora e também de 10 minutos, fomos criticados e elogiados, encorajamos e motivamos você a chegar mais longe. Em contrapartida, fomos motivados por você a não desistir, a se apaixonar diariamente pela busca do conhecimento e a ajudar as pessoas a realizarem seus sonhos.

Nesse tempo, ouvimos muitas histórias e fomos agentes (e expectadores) de mudanças de vida. Por isso, gostaria de aproveitar o encerramento do ano para compartilhar algumas histórias com você.

Palestra para 100

Fui convidado para palestrar na UFMG em comemoração ao dia do Estatístico. Recepção calorosa e casa cheia. Não imaginei que tivéssemos tantos presentes para ouvir sobre “O Estatístico do Futuro”. Foi uma conversa direta sobre possíveis áreas e aplicações da estatística, o atual mercado de trabalho e o que podemos e devemos fazer para nos preparar para o futuro, com o advento do big data, machine learning e inteligência artificial.

Mais do que expor as minhas percepções sobre esse universo, tive a oportunidade de responder perguntas de alunos, professores e profissionais da área que tinham dúvidas sobre a profissão, sobre o mercado e a nova carreira do momento: cientista de dados.

Dessa manhã chuvosa, vieram pedidos de conselhos, sugestões para aprimorar conhecimento além do que é ensinado na faculdade, desabafos e conquistas. Mais do que compartilhar, eu aprendi ouvindo as histórias, e tive a oportunidade de dividir um pouco da minha experiência para que você não desista dos seus objetivos. Depois desse evento, eu cheguei a algumas conclusões, e compartilho uma delas com você:

Precisamos encontrar caminhos para aproximar a graduação do mercado de trabalho. Sinto que essa distância vem aumentando ao longo dos anos.

Palestra sobre aplicações da estatística, mercado de trabalho e big data

Palestra sobre aplicações da estatística, mercado de trabalho e big data

Futuros estatísticos

Infelizmente a profissão de estatístico ainda não é divulgada de forma expressiva e muitas pessoas sequer sabem que existe uma graduação específica; embora alguns profissionais da área se esforcem para minimizar a falta desse conhecimento pela maioria da população.

Posso afirmar, que nesse período de blog, uma parcela considerável de jovens leitores enviou e-mails, mensagens, tweets e fez ligações para saber mais sobre a profissão, quais são as expectativas para o futuro e como está o mercado. Tive a honra de esclarecer as incertezas de muitos e contribuir para que mais estatísticos se formem e façam parte de um mercado tão carente.

Como ajudar jovens a escolher uma profissão tão pouco difundida se compararmos com outras mais consolidadas como engenharia, medicina, direito e administração?

Quando se tem por volta de 18 anos é comum sofrer a pressão da família para que você escolha logo a sua faculdade. Tão novo passamos pela difícil decisão que talvez norteie toda a nossa vida. E como explicar para família sua decisão de cursar estatística? Como demonstrar o seu desejo? Como “provar” que é um mercado promissor?

Certa vez, um leitor de 17 anos me achou pelo Facebook, e por coincidência morava na mesma cidade que eu. Mandou mensagens e e-mails com suas dúvidas sobre a profissão. Como eram muitas perguntas e eu as achei muito interessante, sugeri que nos encontrássemos em um shopping da cidade. Eis que o leitor chega com sua mãe, se apresenta e pede para que ela venha buscá-lo em 1 hora. Educadamente ele pergunta se pode gravar nossa conversa para que possa estudar cada detalhe do que foi dito, e eu autorizo. Tivemos uma conversa agradável, enriquecedora e reflexiva para mim e para ele, que durou um pouco mais de 2 horas.

Seis meses se passaram da nossa conversa e eu recebo, em um dia como hoje, mensagens de agradecimentos por eu ter ajudado na escolha da profissão, pois ele havia ingressado em estatística em uma Universidade Federal. Acho que não preciso descrever a minha imensa felicidade por fazer parte da sua história.

Histórias ouvidas, vidas tocadas. Compartilhar nossas experiências e conhecimento nos enriquece, conecta pessoas e realiza sonhos.

Semanalmente eu recebo e-mails pedindo ajuda e esclarecimentos sobre a profissão, e a frequência aumenta consideravelmente em tempos de vestibular. Gostaria de dizer que estou muito feliz e agradecer a você por confiar no blog e acreditar nos propósitos deste canal de comunicação. Pode acreditar que eu vou continuar respondendo e-mails como esse:

Eu ajudo sim!

Eu ajudo sim!

Motivação que atravessa oceanos

Por um momento, eu havia esquecido do poder da internet. O que fazemos no ambiente virtual, seja escrevendo em um blog, comentando em sites ou produzindo conteúdo nas redes sociais, reverbera em lugares até então inimagináveis, pelo menos para mim.

Quando comecei a escrever textos na sala da minha casa, eu não imaginava que eles podiam ser lidos por pessoas nos quatro cantos do mundo. Na verdade, eu não havia parado e refletido sobre essa possibilidade. Hoje, escrever ficou mais fácil, e posso fazê-lo na sala, no quarto, em um shopping, no ponto de ônibus, no aeroporto ou até mesmo em um desses cafés espalhados pela cidade.

Com a tecnologia, pessoas que não falam o mesmo idioma conseguem ter acesso ao conteúdo e se sentem motivadas. Quando eu recebi os primeiros contatos de profissionais que moram no Canadá, eu juro que não acreditei por um bom tempo. Vi a neve na janela do leitor pela tela do meu computador. Aquilo era surreal! Não pela neve, mas pelo alcance dos textos escritos por mim.

Mal sabia eu que o Canadá seria apenas o primeiro país a se conectar. Depois vieram leitores da Alemanha, Chile, Peru, Moçambique, Portugal, Japão, China, Estado Unidos, França, Espanha, Irlanda, África do Sul, Itália, Colômbia, Índia, Angola, Madagascar (sim, Alex, Marty, Melman e Glória moraram por lá um tempo), e muitos outros.

Chegamos na ilha de Madagascar!

Chegamos na ilha de Madagascar!

É claro que a maioria dos contatos provenientes desses países são de brasileiros que estão morando por lá. Mas também temos outras nacionalidades que falam um português bem bacana.

Ficamos felizes em testemunhar que a motivação atravessa oceanos. E mais felizes ainda por saber que ela é uma via de mão dupla.

Recentemente fui surpreendido. Ao pedir ajuda no Twitter para trabalhar com um mapa segmentado na linguagem R, um leitor de Portugal (distante a 8.000 km) ofereceu ajuda. Ele perguntou o que eu precisava e disse que ajudaria.

Se ele indicasse um material para que eu pudesse solucionar o problema, eu já seria muito grato. Mas ele foi além, e por isso fui surpreendido. Ele não só criou o código e disponibilizou, como também fez um post no seu excelente blog, que tem um “Curso de R para não programadores“. Se você ainda não conhece o blog “Métrico – gosto por métricas!” eu recomendo você visitar. Tem muita coisa bacana!

O que eu tenho a falar para o leitor? Muito obrigado por dedicar o seu tempo para compartilhar conhecimento e ajudar as pessoas.

No fim, eu queria passar uma mensagem: muita coisa boa aconteceu em 2016. Motivamos você e fomos motivados. Ouvimos suas histórias e nossas vidas mudaram. Conectamos pessoas e fomos conectados. Compartilhamos conhecimento e o aprendizado foi multiplicado. Participamos de eventos e tivemos acesso ao futuro. Não medimos esforços para realizar mudanças e gerar valor na vida das pessoas. Somos capazes de compartilhar nossas experiências com o mundo.

Como diria um amigo meu: “quem compartilha estreita relações, estabelece confiabilidade e, acima de tudo, aprimora seus conhecimentos”

Até a próxima!


Material usado

Pessoas conversando: http://bit.ly/2hSwzks

Palestra na UFMG: acervo pessoal

E-mail de leitor: acervo pessoal

Madagascar filme: http://bit.ly/2hW1KsM

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  • Manoela

    Oi Raniere!

    Como já te contei em outra oportunidade, você fez parte, mesmo que indiretamente, da minha escolha pela Estatística também. Eu estou contigo desde o comecinho deste blog, aliás, li todos os posts, salvei os meus favoritos – e são vários! – e, com certeza, em alguns momentos de dúvida, recorri a ele também – e vou continuar recorrendo –, então, continua a alimentar com muito carinho e conteúdo essa criança, pra ela ficar cada vez mais forte e crescer ainda mais! Acho incrível o trabalho que você faz, eu só tenho a agradecer e fico muito feliz por também saber que, ao invés de negar as novas responsabilidades, você as assumiu de vez e com maestria. Parabéns pra ti, parabéns pelo blog e que você, por intermédio dele, continue a fazer a diferença na vida de muitas pessoas!

    • Poxa Manoela! Você me deixou sem palavras com sua gratidão. Fazer diferença de uma forma positiva na vida das pessoas é algo que definitivamente não tem preço. Saiba, que ao contrário do que muita gente imagina, eu não fiz o blog para ganhar dinheiro; se isso acontecer, será uma consequência. Eu fiz o blog porque sou apaixonado pela estatística e pelo que ela pode fazer. Resolvi fazer o blog porque na minha época de faculdade eu sentia muita falta desse lado mais humano e menos técnico. Sentia falta dessa conversa no “pé do ouvido” e da proximidade com as coisas reais e aplicáveis. Eu não quero que outras pessoas sintam o que eu sentia. Por causa desse vazio e da incerteza durante o curso, eu me formei em mais tempo do que era necessário; mas não me arrependo. Hoje tenho certeza do que eu quero.

      Muito obrigado por me incentivar diariamente com o projeto e tornar o amanhã de muitas pessoas melhor!

  • joao

    Ola, estou indo para o terceiro ano do ensino médio e irei estudar bastante para passar em estatística , eu moro na capital de SP , tenho muitas duvidas sobre a carreira, irei perguntar as principais.

    1 – gosto muito da matemática porém calculo não é meu ponto forte, acredito até que tenho certa dificuldade em calculo , lendo sobre a carreira percebi que calculo é muito importante mas logica e analise de dados também são e justamente essas são meus pontos favoritos na matéria , quero muito fazer algo que envolva logica e analise. Consigo ser um bom estatístico mesmo tendo uma pequena dificuldade com cálculos?

    2 – Eu li que é muito importante conversar bem, para conseguir passar as informações analisadas , o problema que minha comunicação não é das melhores.. esclarecendo a pergunta, consigo conversar normalmente, passar minha opinião .. Sou apenas um pouco inseguro , isso pode ser um grande problema?

    3- Um dos motivos da escolha por essa carreira, é a facilidade de arranjar emprego (pelo menos foi o que me disseram), eu quero saber se isso é verdade, entrando na usp por exemplo, sendo um aluno dedicado , irei encontrar problemas ? e sobre o salario, é satisfatório ?

    4- Quais são as áreas mais fáceis de arranjar emprego e quais são as melhores na sua opinião?

    5- Gosto muito de inglês, tenho bastante conhecimento sobre a língua , isso pode me ajudar em alguma coisa?

    6- tenho planos em um dia trabalhar em outro país , fazendo estatística , isso será possível ?

    7- Quais são as expectativas para essas carreira daqui 5 a 7 anos ?

    Olá , desculpa pela quantidade de perguntas, responda apenas se puder ..

    Obrigado !! Ótimo blog, é um dos motivos de eu estar focado nessa areá.

    • Olá João (Roger), então vamos lá! Vou responder suas perguntas em tópicos, na mesma sequência que você apresentou, certo?

      1. Você consegue ser um ótimo estatístico, mesmo não sendo tão bom em cálculos. No mercado de trabalho você vai precisar de todo o seu desenvolvimento de lógica e capacidade analitica de enxergar os dados. A matéria de cálculo ajudará você a chegar lá, mas ser bom ou ruim não vai impedir que você seja um excelente profissional. A não ser que você queira ser professor de cálculo.

      2. A comunicação você aprimora com o tempo. É treino e exposição. Eu estou no mercado há 10 anos e hoje me comunico muito melhor do que no início de carreira. É uma questão de evolução. A insegurança diminui à medida que você domina o assunto. Com o tempo você resolve isso, acredite.

      3. Atualmente eu não conheço estatísticos desempregados. Você só fica sem trabalhar se quiser ou se começar a colocar critérios, como por exemplo: “eu só trabalho em bancos” ou “eu quero trabalhar na cidade y”. O salário é o segundo maior do mercado nacional, perde apenas para médicos. Olha esse vídeo sobre nossa profissão: https://www.youtube.com/watch?v=knYzFmPL0b8&index=2&list=PLc82s256MsGxcgk0F6XiA7SewqUAP79ET

      4. Na minha opinião as áreas mais fáceis de conseguir emprego são financeiro e seguros. A maioria dos bancos e seguradoras tem uma área específica apenas para estatísticos. Atualmente, a área da saúde está em ascenção na contratação desse profissional. Para mim, a saúde será uma das áreas que despontará em utilizar o conhecimento do estatístico.

      5. Você precisará usar muito inglês. Não tem como escapar. Comece a pensar no espanhol.

      6. Não só é possível, como tem profissionais fazendo isso. Tenho amigos estatísticos morando nos Estados Unidos, Canadá, Chile, Alemanha, Inglaterra, Itália, Portugal e por aí vai. Mas para isso, precisa dominar pelo menos o inglês, ok?

      7. Acredito que daqui há 5 anos nossa carreira estará mais em alta, mas acredito que o sucesso dependerá muito do profissional. Não se contente apenas com o conteúdo da faculdade. Você deve buscar aprendizado forte em programação, técnicas de comunicação, conhecimento de mercados, aprendizado de outros idiomas. Busque sempre se qualificar ao máximo e nunca pare de aprender.

      João, eu espero ter ajudado você. Se precisar de mais alguma coisa, me avise. E comente mais no blog.

      Grande abraço para o “futuro estatístico”.

      P.S: E obrigado por elogiar o blog. Faço com dedicação

  • MARCELO

    Olá, Raniere. Você conhece alguma graduação em Estatística por EAD? Nas minhas pesquisas ainda não achei, e de fato é um curso com pouca oferta. Você sugeriria alguma alternativa para a educação à distância? Até onde sei, a lei exige formação específica para a atividade de estatística. Meu recente interesse, como a de outros nos dias de hoje, vem da onda da ciência de dados, mas no meu caso seria uma mudança de carreira, e já passei da “idade universitária”. Você conhece algum caminho por EAD que me permita atuar com ciência de dados e estatística? Fui um profundo apaixonado por matemática, que seguiu outro caminho, e que agora pensa em reinventar-se. Também tenho facilidade com computadores e gostaria de me aprofundar. Obrigado por qualquer auxílio.

    • Olá Marcelo! Até onde eu sei não temos cursos de graduação em Estatística EAD no Brasil. Os cursos de bacharelado estão distribuídos em nas universidades Federais e Estaduais (você pode encontrar todas as Instituições aqui: http://www.conre3.org.br/portal/instituicoes-de-ensino/).

      Se você tem o interesse de atuar como Estatístico deve cumprir os requisitos da Lei 4.739 (15 de julho de 1965), onde um dos incisos diz que quem pode exercer a profissão ” aos possuidores de diploma de conclusão de curso superior em estatística, concedido no Brasil por escola oficial ou oficialmente reconhecida)

      Agora se você quiser trilhar o caminho do Cientista de Dados, eu recomendo que você acesse a plataforma da Data Science Academy: http://www.datascienceacademy.com.br/

      Você precisará de conceitos estatísticos para se tornar um Cientista de dados, mas não precisa ser estatístico. Recomendo muito a visita ao site. Inclusive eu escrevi uma série de 6 artigos sobre os cursos da Formação Cientista de Dados: http://oestatistico.com.br/2016/07/03/visualizacao-de-dados-dashboards/

      Espero que tenha ajudado!

  • AdrieledDDDdd

    Oi Boa Noite,estou indo para o ultimo ano do ensino médio , e com isto veio aquela preocupação de qual faculdade fazer, eu me interessei e muito pela estatística, tanto que acabei encontrando este blog, que estou adorando, enfim amo matemática, calculo, sou boa em logica, mas tenho umas duvidas, em relação a faculdade e ao emprego,sera que poderia responder? ( bem, tenho umas perguntinhas, espero não te atrapalhar)
    Bem gostaria de saber na sua opinião, porque muitos desistem de estatística, já na faculdade ?? Você acha que reprova ou desiste aqueles que não tem vocação, dedicação, ou por ser difícil mesmo ?? Tenho medo que eu também seja uma, por causa de talvez a faculdade não ser o que eu realmente queira , apesar de envolver ciências exatas, ou talvez seja difícil e eu não consiga acompanhar.
    uma outra duvida, sou uma pessoa que gosta de trabalha sozinha, (bem a maioria da parte), quando me formar trabalharei com uma equipe ? ou sozinha ?eu também deverei saber me comunicar melhor? digo explicar ? não sou a melhor pessoa a explicar, sera que isso tem solução ? Ah e no trabalho , depois e formado , é claro, o que realmente faz os estatísticos ? eles apenas fazem gráficos e olha os dados ou algo mais ?

    uma outra duvida Pelo que parece tem um pouco de inglês na estatística , realmente a gente usa bastante ?ou só suficiente?

    Desde já agradeço

Raniere Ramos


Estatístico, Blogueiro, Conselheiro do CONRE-4, aspirante a palestrante. Louco por constante aprendizado. Minha missão é promover a estatística de um jeito simples, divertido e ao alcance de todos, como você nunca viu antes.

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