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O Trabalho do “Estatístico” mudou

O Trabalho do “Estatístico” mudou

Você e eu já percebemos que o trabalho do estatístico como conhecíamos mudou, certo? Essa mudança era inevitável. Apenas questão de tempo! Com o avanço de novas tecnologias, o aumento exponencial na disponibilidade de dados e o compartilhamento de conhecimento na internet, a nossa profissão precisava evoluir. Na verdade, acredito que todas as profissões estão passando por mudanças, e precisam de fato evoluir.

Agora eu pergunto: “O trabalho do estatístico mudou! Mas você mudou? ”

Manter-se atualizado e alinhado com as novas tendências do mercado é um fator fundamental para o seu sucesso, pois a sua escolha determinará que tipo de profissional quer ser.

Recentemente, saiu uma matéria no blog R-Bloggers sobre o aumento de 7 vezes na procura por Cientistas de Dados e uma queda de um pouco mais da metade para procura por estatísticos. Acontece que muito do conhecimento dos estatísticos é utilizado na carreira de Data Science, alinhado com outras habilidades, como trabalhar com diferentes sistemas operacionais.

Considerada uma das principais agências dos EUA nas áreas de Economia e Estatística, a Bureau of Labor Statistics projeta que empregos para estatísticos crescerão 34% entre 2014 e 2024. No entanto, de acordo com o maior site de emprego do país, o número de empresas à procura de “estatísticos” está em declínio acentuado. As vagas estão provavelmente sendo substituídas por postagens para “Cientistas de Dados“.

De fato, nós já percebemos isso aqui no Brasil. Se você acompanha as notícias do grupo “Oportunidades de Trabalho para Estatísticos” no Facebook, sabe que as vagas anunciadas possuem requisitos que até bem pouco tempo atrás não faziam parte da carreira do estatístico.

Robert Muenchen (Bob), gestor da Universidade do Tennessee e autor de artigos no R-Bloggers e r4stats.com, vem monitorando regularmente a carreira de Cientista de Dados. Analisando empregos que exigiam conhecimento em softwares, como R e SPSS, e atividades que envolviam análise de dados, ele chegou a conclusões interessantes, e que na minha opinião devemos prestar atenção.

Comece olhando essa tabela:

Podemos perceber que 3 termos cresceram muito rapidamente em dois anos. A “Ciência de Dados” cresceu 7 vezes (eu disse 7, isso mesmo). Enquanto que “Cientista de Dados” e “Inteligência Artificial” cresceram 3 vezes. A maior surpresa ficou com o termo “estatístico” que caiu 53% em divulgação de vagas.

A comparação foi realizada em dois momentos, com espaço tempo de 2 anos. É impressionante como alguns termos surgiram e cresceram muito rápido no mercado. Podemos identificar facilmente os que mais cresceram, apenas olhando o gráfico abaixo:

Além disso, o Indeed.com tem uma página de controle de tendências que nos permite acompanhar a evolução a longo prazo. O gráfico abaixo representa os anúncios de vagas entre 2012 e 2016, e mostra a tendência para 2017. A linha azul mostra o crescimento em percentual de anúncios que usaram o termo “cientista de dados”, e a linha amarela representa o declínio constante do termo “estatístico”.

Empregos de Estatísticos versus Cientista de Dados – 2017

Nossa profissão está acabando? Seremos substituídos por máquinas? Longe disso!

Perguntado a um estatístico credenciado se ele estava preocupado com essa tendência, sabe o que ele respondeu?

“De modo nenhum. Os softwares de análise estatística ampliaram seu escopo para incluir muitas novas capacidades, incluindo: aprendizagem de máquinas, inteligência artificial, linguagem SQL, Técnicas de Visualização avançadas, interfaces para Python, R e Apache Spark. Os softwares mudaram porque o trabalho conhecido como “estatístico” mudou. Os estatísticos não vão embora, seus empregos estão evoluindo para o que hoje conhecemos como ciência de dados. E esse campo está crescendo bastante”.

Ele não está preocupado com essa tendência porque enxerga excelentes oportunidades para nossa profissão, e provavelmente está aprendendo novas tecnologias.

O fato é: “O que você e eu estamos aprendendo de novo? Será que não está na hora de você investir na sua carreira? ” Pense e reflita!

Então é isso! Se eu puder dar uma dica, recomendo demais os cursos da Data Science Academy. Sou aluno da Formação Cientista de Dados, e posso dizer sem sombra de dúvidas que nunca vi nada igual, quando o assunto é conhecimento, conteúdo, didática e experiência.


Fontes

Muenchen, Bob. R-Bloggers. “Jobs for “Data Science” up 7-fold, for “statistician” down by half”. [Blog Internet]. Disponível em https://www.r-bloggers.com/jobs-for-data-science-up-7-fold-for-statistician-down-by-half/

Material usado

Homem, mulher e gráficos: http://bit.ly/2lYzsmw


  • Fernando Carvalho

    Boa matéria, como citado pelo Thomas H. Davenport em seu livro Big Data no Trabalho, o imenso volume de dados gerado no mundo atual é pouco utilizado, apenas um percentual irrisório é válido para ser utilizado, em decorrência da ausência de profissionais capazes de mapear e organizar essas informações.
    Porém, nosso futuro, que é hoje teremos que usar essas informações, esse volume imenso de dados para fazer algo melhor no nosso mundo.

    • Coletar, organizar, limpar, validar, analisar, interpretar e apresentar é um processo que requer muitos cuidados. Além disso, é preciso ter um conhecimento do negócio referente aos dados que se está trabalhando. Concordo que existe uma combinação entre o aumento de dados e a ausência de profissionais capacitados, e é por isso que eu acredito que devemos sempre nos atualizar.

Raniere Ramos


Estatístico, Blogueiro, Conselheiro do CONRE-4, aspirante a palestrante. Louco por constante aprendizado. Minha missão é promover a estatística de um jeito simples, divertido e ao alcance de todos, como você nunca viu antes.

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