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O Outro Lado da Carreira Científica

O Outro Lado da Carreira Científica

Você acabou a graduação, mas enquanto estava na Universidade se apaixonou pela pesquisa e decidiu ir além: fez um Mestrado e engatou um Doutorado. A partir daí seu destino está traçado. Você passará os dias lecionando para alunos dos mais variados cursos; se dedicará exclusivamente à Academia, realizará pesquisas do seu interesse, focará em publicações e orientações de alunos.

Você é treinado e condicionado para ser professor e em muitas situações não consegue conectar a teoria com a prática de mercado. Você aprende a pesquisar, publicar e orientar alunos, mas não sabe criar um currículo aderente ao mercado (Lattes não vale). Falta prática e experiência de como aplicar seu conhecimento acadêmico para resolver os problemas (reais) das empresas.

Seguir carreira acadêmica é uma escolha e não há mal algum. Mas a escolha por seguir o meio acadêmico não precisa ser definitiva, certo?

Por mais que o meio acadêmico seja focado em dar aulas em Universidades e fazer pesquisas, há um outro lado da carreira científica que vem ganhando cada vez mais força.

Com o crescimento da utilização de dados pelas empresas, é cada vez mais necessário, profissionais que tenham certas aptidões, ingressarem no mercado para trabalhar com tecnologia e inovação.

Mas o que leva um profissional com conhecimentos acadêmicos avançados a explorar o mercado de trabalho?

A Carreira Científica Voltada para o Mercado

Incorporando teoria à prática

É provável que cada profissional tenha seus motivos, mas baseado em relatos de amigos e por minha própria experiência devo imaginar porque essa escolha vem se tornando cada vez mais comum.

No meu caso, eu abri mão de fazer um mestrado em Estatística e Experimentação Agronômica na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ), porque eu precisava trabalhar. Simples assim! Eu não havia conseguido uma bolsa e não tinha garantias. Então fui para o mercado!

Tenho amigos que ingressaram no Mestrado, mas não encararam um Doutorado porque as propostas salariais do mercado eram tentadoras quando comparadas às das Universidades.

Além disso, tem aqueles que descobriram que gostavam de pesquisas, mas a escassez de recursos públicos e a falta de agilidade das Universidades, os fizeram ter curiosidade suficiente para explorar os recursos disponíveis e a agilidade do mercado.

Seja qual for o motivo, a verdade é que o cientista está cada vez mais valorizado. O mercado descobriu que a maioria dos cientistas, principalmente àqueles que trabalham com dados, possuem um conhecimento matemático tão específico e sólido, que ele pode ser aplicado em diversas áreas. Quando esse conhecimento vem agregado à um mindset computacional, o cientista é disputado a tapas entre as empresas de tecnologia.

Como Entrar no Mercado como Cientista?

Se você é um cientista e está interessado com a possibilidade de entrar no mercado e colocar suas ideias em prática, é possível que tenhamos dicas para você.

Para começar, você precisa ter vontade e se apresentar disponível para a mudança. Depois é só seguir as dicas:

  • Prepare um currículo aderente ao mercado (não é o currículo Lattes – o mercado não tem tempo para ler algo tão grandioso assim);
  • Se você ainda não tem, crie uma conta no Linkedin. As empresas estão usando cada vez mais a plataforma para recrutar pelo mundo;
  • Pesquise por empresas que têm a ver com sua linha de pesquisa e mostre interesse;
  • Nas entrevistas, foque no que você sabe fazer e na sua capacidade de aprender sozinho (algo que se aprende muito bem no meio acadêmico);
  • Use seu conhecimento teórico e sólido para resolver problemas reais das empresas;
  • Faça conexões da teoria com a realidade, mesmo que a área não seja a sua;
  • Aperfeiçoe sua habilidade de programar. Ela é muito importante para trabalhar com análise de dados nas mais variadas pesquisas. Afinal de contas, os cientistas têm ideias e usam dados para testar a viabilidade.

Depois de um tempo, se você não gostar da experiência de mercado, é só voltar para a Academia.

Mas já vou avisando que é mais provável que você se apaixone e fique por lá!


Fonte da imagem de capa: https://www.dice.com/jobs/detail/booz/J3M6GJ6J2CH0JZGF8HH

Raniere Ramos


Estatístico, Blogueiro, Conselheiro do CONRE-4, aspirante a palestrante. Louco por constante aprendizado. Minha missão é promover a estatística de um jeito simples, divertido e ao alcance de todos, como você nunca viu antes.

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