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O que eu aprendi no evento da NASA?

O que eu aprendi no evento da NASA?

Esse final de semana, eu tive a oportunidade de participar do Nasa Science Days. Eu acredito que você já ouviu falar da NASA ou pelo menos pensou em ser astronauta um dia, certo? Ah, você não sabe o que é a NASA? Então vou explicar rapidinho para você.

NASA é a sigla para National Aeronautics and Space Administration. É uma Agência Governamental dos Estados Unidos responsável pela ciência e tecnologia relacionada ao ar e ao espaço. Ela foi criada em 1958, um ano após o lançamento do Sputnik (satélite soviético) com o objetivo de supervisionar a pesquisa espacial e aeronáutica nos Estados Unidos.

Já pensou na quantidade de dados que a NASA gera e precisa analisar? Qual a velocidade em que são gerados? Quais são os tipos de dados? Imagens, sons, textos, mapas?

Foi pensando no universo de dados gerados pela ciência do espaço, que eu decidi compartilhar o que eu aprendi no evento com você. Mas antes, preciso falar um pouco sobre o propósito nobre do Science Days.

NASA e o Science Days

A maioria das pessoas não têm ideia do que a NASA faz:

• Realiza pesquisas científicas para melhorar a exploração espacial;
• Lançam satélites no espaço para aprender mais sobre a Terra e o Sistema Solar;
• Compartilham Tecnologia que melhoram a vida das pessoas, como viagens aéreas e comida de bebê;
• E está envolvida nos mais variados projetos.

Ficou interessado e quer saber mais? Então assiste o vídeo “We have places to go and things to do”.

https://www.youtube.com/watch?v=CxguTV-xwiI

São eventos como o NASA Science Days que ajudam a divulgar o trabalho da agência e a inserir crianças, jovens e adultos no Universo STEM (Science, Technology, Engineering and Math).

Inspirado no Dia do Espaço na Flórida, o Science Day, aproxima a ciência, a tecnologia, a engenharia e a matemática de crianças e jovens, com foco no que está acontecendo, sem deixar de falar sobre o futuro e as novas carreiras que irão surgir.

Temas como robôs na inteligência artificial, drones no transporte de humanos, realidade virtual, simuladores, exploração espacial são inspiradores para a nova geração, e despertam o olhar para fatos dos quais que ainda não sabem.

O que eu aprendi no evento da NASA?

O Science Days cria oportunidades educacionais para os jovens e para quem já está no mercado, por meio de competições de novas tecnologias. Acompanhando a execução das melhores ideias, durante as competições, e participando das palestras, workshops e oficinas, pude perceber cenários pouco explorados por estatísticos e profissionais apaixonados por análise de dados.

Quer saber o que eu aprendi? Então vamos nessa:

1. Há muitas pesquisas e experimentos realizados pela NASA que envolvem muitos cálculos onde a estatística está presente. É uma pena que eu nunca tenha ouvido sobre isso na faculdade;
2. Os robôs estão cada vez mais presentes no dia a dia e são dotados de Inteligência Artificial (IA); ou seja, tem muita estatística envolvida;
3. Os drones estão ficando mais populares e agora coletam dados em todos os cantos do mundo. Fazem sobrevoos e inferem imagens de lugares onde não esteve. Será que estamos preparados para analisar esses dados?

4. O uso de simuladores que proporcionam condições reais, como os usados em autoescolas, em treinos de voos e investimentos no mercado financeiro, já são uma realidade, e geram dados que precisam de análises mais complexas;
5. A indústria de games está fortíssima e o Brasil é o 12° país no mercado para games no mundo. Engana-se quem acredita que essa área não precisa do nosso conhecimento. Dá uma olhada na lista de oportunidades;
6. As cidades estão ficando mais inteligentes. Nova Iorque e São Francisco nos Estados Unidos; Londres, Paris e Amsterdam são exemplos dessa nova realidade. Quer uma notícia boa? Quanto mais as cidades ficarem inteligentes, mais dados teremos para analisar;
7. As aplicações de geoanálises e georreferenciamentos está trazendo novos desafios para nossa área. Agora a “brincadeira” inclui mapas;
8. O mercado de startups ainda é muito carente da nossa profissão. Há muitos problemas a serem resolvidos que necessitam de olhar mais analítico; e particularmente acredito que os estatísticos também não exploram esse mercado.
9. A NASA possui um programa chamado “NASA Tech Transfer”, onde obrigatoriamente a tecnologia é transferida para a sociedade e fim de melhorar a vida de todos;
10. A NASA incentiva o aprendizado da programação e o desenvolvimento de jogos. Se você tem filhos, sugiro que incentive ele também.

Bom, eu poderia ficar a madrugada inteira descrevendo o que eu aprendi no evento da NASA. Mas acredito que cumpri minha missão de compartilhar com você, meu sentimento da quantidade infindável de dados que temos para analisar, e das novas oportunidades e mercados que irão surgir em um futuro próximo.

A pergunta que fica é: “Nós estamos preparados?”

Um abraço e até o próximo texto.
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SAIBA MAIS
“Open NASA”.
“NASA’s Open Data Portal”.
“Drones and using data for society’s safety”, Wendy Edwards.
“Giving the World order through self-organizing maps”, Nadia Chllmonlk.
“The Martian”. Director Ridley Scott. Performers: Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig. Ano 2015.

FONTES
“NASA Science Days”. Data: 3 a 4 de março de 2018, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

MATERIAL USADO
Imagem do NASA Science Days: http://visitebalneariocamboriu.com.br/evento/nasa-science-days/

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Raniere Ramos


Estatístico, Blogueiro, Conselheiro do CONRE-4, aspirante a palestrante. Louco por constante aprendizado. Minha missão é promover a estatística de um jeito simples, divertido e ao alcance de todos, como você nunca viu antes.

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