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Por que pedir demissão mudou minha vida?

Por que pedir demissão mudou minha vida?

Há momentos na sua vida que você precisa parar e refletir. Momentos que podem ser relacionados à família, estudos, carreira, saúde, vida social e digital. Costumo chamar esses períodos de respiros do autoconhecimento; a hora da autoavaliação.

Será que estudo realmente tudo o que é preciso para chegar onde eu quero? A minha alimentação é adequada para manter minha saúde equilibrada? A relação com a família é positiva? O que eu planejei para minha carreira aconteceu?

O fato é que tomamos decisões o tempo todo: estudar o planejado ou sair para tomar aquela cerveja; alimentar-se de forma equilibrada ou viver de fast food; interagir com a família ou não desgrudar do smartphone; buscar uma oportunidade no mercado, alinhada com seus valores, ou permanecer em uma empresa que você já não compartilha dos mesmos ideais. 

“Percebeu como nossas vidas são norteadas por decisões diariamente? “

Algumas decisões não possuem impactos e consequências significativas; mas há as que causam avalanches de acontecimentos. E qual caminho você acredita que eu segui?

 Pois bem! O ano era 2017, no dia 22 de agosto, exatamente no dia do meu aniversário (que não por acaso, é hoje), eu tomei uma decisão que mudou minha vida: pedi demissão de uma das empresas mais conhecidas do Brasil.

“Mas Raniere, por que você pediu demissão? Conheço muitas pessoas que gostariam de ter a oportunidade que você teve”

Conheço n motivos porque um profissional gostaria de ter a mesma oportunidade que eu tive. Mas também reconheço que as pessoas e as empresas podem mudar. EU MUDEI!

 Ao longo dos meus quase 8 anos de empresa, eu aprendi, ensinei, conheci pessoas, fiz amigos, viajei a trabalho, coordenei projetos, compartilhei conhecimento, fui promovido, vivenciei o crescimento da equipe e da empresa. Mas as histórias não são repletas apenas de sucessos, certo?

 À medida que você amadurece profissionalmente, a reflexão aparece naturalmente. Então questões que poderiam ser consideradas sucessos para uma parcela dos profissionais, como um bom salário, um local de trabalho adequado, a estabilidade no emprego, ser referência na empresa, ter profundo conhecimento sobre o que se faz, morar em uma excelente casa e em uma cidade tranquila; já não faziam mais sentido.

“Estaria eu fora do contexto? E aí?”

Vasculhei minha mente e encontrei duas caixas que me chamaram a atenção. Primeiro, eu encarei a “caixa das desculpas”: não vou dar certo na empresa nova; sou muito velho para começar tudo de novo; já estou estabelecido na cidade; minha esposa tem um emprego estável; minha mãe vai ficar sem plano de saúde. Em seguida, enfrentei a “caixa de medos”: será que mudarei de cidade; se eu não passar pelo período de experiência; se minha esposa ficar desempregada; e se a grana de reserva acabar?

 A verdade é que eu já estava fora do contexto há um bom tempo. Faltava mesmo era coragem para arremessar todas as minhas desculpas e medos em um cesto de lixo bem fundo, e aceitar que minhas aspirações profissionais haviam subido alguns degraus.

 A criação do blog “O Estatístico”, a interação com os leitores, a participação nas redes sociais e as palestras que eu tive a oportunidade de fazer, contribuíram para que eu entendesse que o cenário era outro. Passei a fazer reflexões diárias e ganhei cada vez mais confiança. Percebi que pedir demissão não era o fim do mundo; mas o começo de um “novo mundo”.

“Eu entendi que não há nada de errado comigo. Eu apenas resolvi tomar um outro caminho, no qual acredito fazer mais sentido para mim”

Quando eu percebi que eu havia mudado e que o “novo mundo” era muito maior do que aquele que eu vivia, foram apenas questões de horas entre a decisão e a ação definitiva. Foi como arrancar um band-aid quando se é criança; de uma vez e com coragem. Nesse momento eu havia escolhido a vida sem band-aid. Uma vida com mais incertezas do que certezas.  

“Que saudades eu estava das incertezas! Não é com isso que um Estatístico trabalha?”

Com as incertezas eu reconheci minhas falhas e potenciais. De quebra recuperei minha liberdade de pensar e criar. Deixei de estar sob influência para me tornar influente. Reconheci minhas experiências e voltei a enxergar meus objetivos com uma transparência que havia tempos não percebia. Permiti o autoconhecimento. Criei oportunidades diferentes. Mudei minha vida!

Quero deixar claro que eu não estou incentivando você a pedir demissão; mas estou afirmando que é possível, caso seja necessário. Estou motivando você a se libertar da pedra, das desculpas, dos medos pessoais, das convenções da sociedade e dos mitos que o impedem de ser o protagonista de sua própria história.

A decisão de pedir demissão e assumir as rédeas da minha vida não seriam possíveis se eu não tivesse o apoio incondicional da minha esposa, do meu irmão, da minha mãe e dos meus verdadeiros amigos; que compreenderam que sucesso e felicidade não são provenientes apenas da soma de um bom salário, estabilidade financeira e zona de conforto.

“Nunca é tarde para recalcular uma rota”

“Eu recalculei a minha. Quando você vai recalcular a sua?”

Raniere Ramos


Estatístico, Blogueiro, Conselheiro do CONRE-4, aspirante a palestrante. Louco por constante aprendizado. Minha missão é promover a estatística de um jeito simples, divertido e ao alcance de todos, como você nunca viu antes.

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