Qual é a sua Performance em Análise de Dados?

A partir de hoje vou tomar bastante cuidado quando alguém perguntar qual a minha performance em análise de dados utilizando a ferramenta A ou B. Por que eu estou dizendo isso?

Porque até esta manhã eu acreditava que o meu conhecimento e utilização da ferramenta Excel era avançado. Afinal de contas, eu mando bem no PROCV, nas funções condicionais, funções de data, funções CONT., SOMASE, planilhas dinâmicas e tenho um VBA intermediário. Conhecimento suficiente para entregar muita coisa, certo? Mas a que custo?

Participei de um treinamento in company com o Fernando Garcia, fundador do Planilheiros. Confesso que as primeiras duas horas vieram com muitos “socos no estômago”. No começo foi difícil aceitar que eu precisava abandonar as planilhas dinâmicas, o PROCV, PROCH, colunas auxiliares, auto filtros e todas essas funções que estamos acostumados a usar para calcular algo no Excel. Mas logo depois eu entendi que é necessário.

Fernando demonstrou na teoria e na prática, como esses hábitos impactam diretamente na performance da sua análise de dados. Cálculos mal construídos e modelagens de dados mal feitas deixam tudo mais lento. E a tendência é piorar à medida que o volume de dados aumenta.

Eu espero que ninguém queira deixar o chefe ansioso, enquanto aguarda rodar aquela análise, que no final pode se tornar uma tela em branco. Quem nunca, né?

É importante deixar claro que eu não estou dizendo que usar essas funções é errado. Mesmo porque eu também as uso (ou usava). Quero dizer que ela pode não apresentar a melhor performance, ok?

“Sempre haverá várias soluções para diversos problemas. Mas estamos em busca das melhores”

De volta ao passado

A aula de hoje me fez relembrar a forma como eu estudava linguagens de programação durante o colegial e início da graduação. Diferente de como eu estudo hoje.

Por exemplo, se eu estivesse aprendendo C++, eu costumava pegar livros e estudá-los de ponta a ponta. Resolvia os exercícios e sempre estava em busca de otimizar o código para que ele pudesse entregar a resposta correta no menor tempo possível.

Em algum momento da minha vida eu parei de fazer isso. Talvez esteja na hora de voltar. Fóruns, comunidades, Stack Overflow, GitHub, grupos no Telegram e outros adjacentes são muito bons, mas está faltando base. Sinto falta daquela curiosidade que eu tinha de tornar o código melhor; mais performático, sabe?

Apesar do aprendizado de hoje ter sido sobre o Excel e o PowerBI, as dicas servem para tudo. Quantas coisas nós aprendemos com um amigo, um tutorial rápido no YouTube ou até mesmo ouvindo um podcast, enquanto lavamos uma louça ou passeamos com o cachorro? E quantas vezes vamos atrás de conhecimento para validar o que aprendemos ou melhorar o conhecimento?

Se você é da área de tecnologia é possível que faça isso com frequência, mas a grande maioria não trabalha assim. Assumimos que aquilo que aprendemos é verdadeiro; então executamos e bola pra frente.

Para mim, fica a lição de analisar os dados, seja qual for a ferramenta, e me perguntar: “Conseguimos gerar a melhor solução para este problema no menor tempo possível?”